A caxumba, ou parotidite epidêmica, é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus, que costuma afetar crianças e jovens adultos, especialmente nos períodos mais frios do ano.
Embora a glândula parótida seja a principal afetada — dando origem ao nome da doença — outras glândulas salivares, assim como testículos, ovários, Pâncreas e até o sistema nervoso central podem ser comprometidos, levando a complicações mais sérias.
Como ela é transmitida?
A contaminação ocorre principalmente por meio da saliva, através de gotículas eliminadas por espirros e tosse. Além disso, objetos de uso compartilhado, como copos, talheres ou mamadeiras, podem facilitar o contágio. A transmissão começa cerca de três a quatro dias antes do início dos sintomas e pode persistir por até dez dias após o aparecimento da infecção.
Sintomas e curso da doença
Normalmente, a caxumba tem um curso benigno, dura entre sete e dez dias, e confere imunidade duradoura na maioria dos casos. Os sinais iniciais incluem inchaço nas glândulas salivares, febre, dor ao mastigar e sensação de mal-estar.
Porém, em algumas ocasiões, podem ocorrer complicações neurológicas, como encefalite, ou afetar os testículos e ovários, o que pode comprometer a fertilidade futura.
O papel da vacinação
A imunidade contra a caxumba, na maioria das pessoas, é adquirida por meio da vacina, que foi introduzida no Brasil há cerca de quinze anos. A vacina contra a caxumba faz parte da vacina tríplice viral (que também protege contra rubéola e sarampo), aplicada em uma única dose por volta de um ano de idade, garantindo proteção duradoura.
Porém, estudos recentes demonstraram que alguns vacinados podem não desenvolver imunidade suficiente, ou podem perder a proteção com o tempo, levando à necessidade de reforço. Assim, a recomendação atual inclui uma aplicação de reforço aos cinco anos de idade.
Quem não deve ou pode estar vulnerável?
Quem não teve a doença na infância e não recebeu a vacina está suscetível a contrair a doença em qualquer fase da vida, inclusive na adolescência, na fase adulta ou durante a gestação, momentos em que a doença pode ser mais grave e impactar de forma significativa a saúde.
Muitos jovens de mais de quinze anos podem não ter recebido toda a imunização ou a dose de reforço, o que explica os surtos de caxumba nas escolas e centros de convivência atualmente.
Prevenção é a melhor estratégia
A medicina preventiva busca proteger as pessoas de todas as idades, promovendo saúde ao longo do ciclo de vida. É fundamental investir na vacinação planejada, manter o calendário atualizado e evitar o risco de doenças que, com a vacinação adequada, podem ser evitadas.
A saúde é um bem precioso que merece cuidado constante. A melhor forma de garantir uma vida mais saudável e de qualidade é através da prevenção. Não deixe para depois — proteja-se e proteja quem você ama!
Dr. Alberto Dabori é pediatra e diretor médico do Prevent – Centro de Vacinação Preventivaarterial e colesterol elevado, podem se manifestar mais tarde na vida. Crianças com esses antecedentes devem ser cuidadosamente monitoradas.
Notamos um aumento alarmante nos casos de sobrepeso e obesidade entre crianças e jovens, o que exige intervenção precoce, já que crianças obesas têm alta probabilidade de se tornarem adultos obesos.
Em essência, o cuidado com a saúde é um compromisso contínuo e necessário em todas as idades.
Dr. Alberto Dabori é pediatra e diretor médico do Prevent – Centro de Vacinação Preventiva